Benny's profileOrquídeas Selvagens de B...PhotosBlogListsMore ![]() | Help |
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September 29 Fragmentos de SaudadeSaudades Eternas de MARVEM FRANKLIN! Quando entrar outubro, 30, lembrarei que fazem 9 anos que Mister Marven partiu. Sua essencia, seu cheiro, seu exemplo estão ainda estão entranhados em mim, para sempre. Aonde você estiver pai, receba um beijo meu. Te Amo! a) Benny Franklin, teu primogênito. PoesiaO TEU CÉU SOB A PONTA DE MINHA ESPADA A Dr. Gilberto Guimarães, Presidente da AP, dedico. "É o Benny, é o Benny, é o Benny rosa, é o Benny rosa..." I Desaba-se em mim o céu de brigadeiro! Às lágrimas talhadas da palavra Desaba-se o mistério do olhar de perdição Cuja queda d'água das altas montanhas pirolisadas Há que lamber vorazmente O sexo promíscuo da raça humana – essa gala sensabor Que comanda nossas maledicências poéticas!
Sei que hoje O orvalho de mim mesmo Há que precipitar-se da boca de Deus E de tantos orvalhos que não vêem somente dele Mas que vêem de mim e de santos soldados Que hoje não sobrevivem apenas de poemas mal-alimentados Senão de infindas dores e de mísseis latino-americanos Todavia que a morte no front Não me seja breve Ó palavra com ar de mistério! Ó força de origem desconhecida! Ó dardo afiado que fura o coração envenenado! Ó tantas bacias de cicuta! Ó rendez-vous de espíritos caídos Ó arco e flecha - Onde se escondeu o hábil arqueiro da vida? II Cabe o teu céu sob a ponta de minha espada Cabem-me todas as injustiças possíveis Todas as inverdades impossíveis Todas as angústias do mundo - as angustias (meu Deus!) nos cortam as palavras! O que antes eram apenas inocentes ilusões Hoje se depara em forma de crucifixos de aço
Ó Deus! Ó Deus! Que é o amor enquanto é? Que é a dor enquanto não é? Que é a palavra enquanto não está? Que é o pavor enquanto è? Que é o homem enquanto se destrói? Que é a verdade enquanto não cabe? Sei que com os admiráveis truques de guerra Faz-se a bendita paz no horizonte Mas há que se lembrar do futuro do homem III Mas há que se lembrar Que a Deus imploramos sofridas renuncias Sustento Amor Há que se desvendar O homem: - um ser para a morte! Há que se desdizer O homem: - um claustro em movimento! Há que se contestar O homem: - um pássaro cativo! Há que se maldizer O homem: - um ser abominável! Há que se construir O homem: - um ser quase poético! Há que se salvar O homem: - um ser semelhante ao espinho! IV Sim! É desejo de minh’alma Ó estômago ressequido! Que caiam sobre a terra Os arrependimentos de Judas! As canções de John Lennon! As palavras de Martin Luther King! Os ensinamentos de Gandhi! As bênçãos de Cristo e Maomé! E a mercê de acreditar No lamento das bocas de fome Possa este poema esquivar-se Da ganância! Deste modo Ao fim da ceia Que caiam pujantes Flores em edifícios nova-iorquinos Que desapareçam tumores do homem Que desapareça as ferrugens brutas de Carajás Que caiam vidas da neve amazônica Pois que se calem também As lamúrias das palavras malquistas Os assobios dos mísseis londrinos! V Porque é meu desejo Ó esperança! Que caiam sobre todos nós O doce burburinho das manhãs Dos amanhã possíveis Que floresça-nos por fim O verdadeiro Deus Cujo divino orgasmo ocultado na dor de escrever Não mande falecer Os grandes poetas baixo-amazonenenses Porquanto sua farta languidez poética Embebida de salientes orvalhos Não se liquefaça gozada Tampouco se deixe balear Pelos tanques e baionetas Das vaginadas Américas Por Benny Franklin September 17 Fragmentos
EscreverCrer e crer na crença Do poema irado e na irrealidade do poeta Içadotalhado à expiação do instanteQuão parábolas infindas e inexatas A tornar-se álibi de vida De homens fracosa ermosSonsos e vadios...O AMOR É O LIMITE - Parte II"Remoendo as palavras do velho monge de barbas brancas que não saiam do pensamento, Indaguei a mim mesmo: - de onde poderia ter surgido esse sábio do bem? Não contendo a ansiedade de vê-lo e ouvi-lo por mais uma vez, Retornei à beira do cais. Lá. O encontrei mirando as fímbrias do horizonte E, sentando-me ao seu lado, disse-lhe: - Mestre! Pode me falar do que ainda não sei? Ele – solícito, apontando na direção do coração da cidade, Atirou-me novas pedras de ferir escuridão:"
(Nesse dia havia chovido torrencialmente em Belém). "... Ouçam-me oh! Filhos do novo tempo!É chegada a hora de arrepender-vos de vossas cópulas mal paridas Nada através das águas revoltas Sobrevive a cerca do que tenras lágrimas reivindicam:Lutar... Procurar... Talvez achar! A única vida digna de ser vivida é a Vida impetuosa
O perigo que a outros acovarda Incita o destemido O corpo é a alavanca do espírito O corpo e o espírito são dois aspectos Do mesmo ser E este espírito caracterizou-o de sua Origem verbal O homem ideal
A despeito de existir o medo A sorte está lançada: Vim... Vi... Venci... Eis o homem de luz... É necessário que ele cresça E que eu diminua... É imperativo que eu vá Não é imperativo que eu viva
Ponderai convosco Se há qualquer coisa de incerto Na teoria da palavra Carece a injustiça poetar uma dose de expiação Sobre os flancos da agonia Ouvem-se rumores assassinos O tempo apresenta-se indeciso Obra de longa e célere gestação da palavra: Ó filhos da desunião e do descrédito! Lembrai-vos do que disse o primeiro ladrão!... Posso todas as coisas Naquele que me fortalece
Quando o sol se puser Vigia os vossos destinos Porque aqueles que são escravos de suas paixões E crimes negam sua liberdade Não são livres nem de fato Nem de direito Perdem-se em seus idealismos E a ilusão corre à rédea solta: O mutável é antes de qualquer coisa Inconstante!...
Não vos arredai do vosso coração Nem um palmo Tampouco um viés Lembrai do que falou os céus: Todo o homem que dia a dia Entrega-se à prática de apoucados atos Que exigem esforços Que é sistematicamente heróico ou asceta Em assuntos de grande importância Sentir-se-á amparado por energias Internas e poderosas
A verdadeira nobreza do homem É medida pelos sentimentos Que ele domina E não pelos sentimentos Que o dominam Porque o que o homem semeia Na sua boca Da boca abrolhará a corrupção
Na verdade... Na verdade eu vos digo: É na solidão do poema Que as mãos Coração e mente São sempre concebidos Insurgir-se contra elas É insurgir-se contra o inevitável O homem vale na proporção Do esforço que se impõe: Quem nada faz Nada vale
Ó filhos do meu amor Todo trabalho honesto Dignifica o homem: Se o trabalho não lhe honra o suor Hás de honrá-lo na dor A vida começa aos quarenta E aos quarenta e seis A vida se torna um poema: Ver em ação um homem Que é implacável Inimigo dos bons Porque só ama os melhores, É ver o mundo sob uma luz Surpreendente e nova e infeliz
Sede vós perfeitos como é perfeito O vosso espírito que está nos céus Com a medida com que medires a outros Hão-vos de medir a vós Não vos esqueçais! Tudo que quereis Que os homens façam-vos Fazei-lhes também a vós Não há perfeição Como não há liberdade sem leis De que vale o livre-arbítrio da corda sonora Que foi removida da viola? Está livre Mas não vibra Lastima-se É a liberdade da morte!...
Na oração da manhã Clamais a Deus com prudência Sedes prudentes na oração da manhã Desconfiai-vos dos puros de mãos corruptas A cada perfeição encontrarás limite: Há limite à perfeição humana Mas não há limite À perfeição da palavra Digo-vos de coração! As impressões digitais do poeta Vêem-se no olho multifacetado de um besouro E na asa furta-cor de um beija-flor Porque nada é insignificante Àquele cuja perfeição copulada Desconhece limites
O ódio não contém em si O germe do amor O amor não contém em siO germe do ódio Ambos Caminham continuamente Lado a lado
Ó filhos do amanhã! Vossas galas são ânimos de vida Não vos esqueçais Da parábola do vôo do inseto Que reza à fina flor de arribação: A gravidade do pecado Independe do tempo Se lenta... Se rapidamente Os homens violam o espírito da lei Violam-no o canalha Violam-no o trapaceiro Para avolumar lucros Violam-no todos os que assistem Ao sofrimento alheio: Quebrado um elo Está quebrado o todo Somente aquele que compreende Que a fome é inexplicável Sabe o que ela é... Trivialidades são trivialidades Apenas aos triviais: Malbaratando-as Malbaratam a própria vida O que inventa o tempo Insulta a providência Desperdiçá-los de dia na esperança De reavê-los à noite é inverter A força do poema
Lembrai-vos por fim Do que vos disse o poeta das orquídeas selvagens: A fé é a razão da palavra não concebida E o alimento da que não pereceu Extirpai-vos do vosso corpo O homem corruptível do século XXI Esse espécime cruel Não é o super-homem do pentágono Nem o dirigente da Al Qaeda
Sim!... Digo-vos bebendo nuvens O homem que vos habitará o cerne A partir de agora É o mesmo de há três ou sete milênios A quem o aço da humanidade Não alterou a alma Visceralmente egoísta Altivo e admirável às vezes Execrável e desconcertante outras vezes
Lembrai-vos de mim Que sou puro e manso Lembrai-vos agora e sempre Das palavras que vos vomito em lágrimas: O homem é este feixe de aspirações E contradições Que o fadam a perpétua desesperança Ofusca-se a clareza do branco E o negrume do preto Tudo se torna verbo Essência... Matéria: O homem - esse desconhecido!..." Por Benny Franklin September 09 FragmentosOh vida! Olhai o tempo que urra de dor Sejas paciente com a solidão Dos bípedes noturnos Olhai a ereção do manjar das garças E não sejas coerente com quem A penetrou-te fundo... Por Benny Franklin O AMOR É O LIMITE - Parte IQuando me aproximei daquele monge tibetano (com barbas e cabelos longos brancos) que imbuído de mostrar-nos a grandeza e a generosidade da vida - não titubeei: - pedi-lhe que falasse das virtudes do homem, dos mistérios da vida, da imortalidade do espírito e da inevitável presença da morte. O velho ancião olhou francamente em meus olhos e, numa rouca e mansa voz - deitou-me falação:
"...Meu Deus, meu oleiro! Por que me fizeste do barro do homem?" “... Nenhum homem é livre que não se possa dominar Domínio próprio é coragem em outra forma Aquele que é dominado por suas paixões é homem fraco Melhor é o que governa o seu espírito Do que o que toma uma cidade A liberdade não é um direito inalienável Mas um merecimento Aqueles que a abandonam perdem-na inexoravelmente
Nenhum conflito é tão severo Como o daquele que luta para dominar seu erro A verdade não se deixa escarnecer Porque tudo o que restar de sua fome De sua fome germinará putrefação A liberdade precisa ser ilimitada para ser possuída: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber Mesmo com toda iniqüidade resta-nos gritar
Ó liberdade! Quantos crimes ainda serão cometidos em teu nome! Quantos ainda hão de comentar tal agouro? Pela vontade inteligente da vida O homem modifica a face da terra e o curso da história O homem pela fé vence o mundo Vê e admira! Este é o caminho que nos leva à nova vida: Andai nele sem vos desviardes Nem para a direita nem para a esquerda A única lição que a história ensina É que o homem nada aprende da história
Mirem-se nas orquídeas selvagens Elas nada podem falar de amor Mas a cada manhã de suas dores Clama por amor e seus amores Recondicionam-se nos pululares do tempo
O amor não liquida suas contas cada dia Mas ele as liquida de uma vez no final E se foste achado em falta o que hás de fazer? Mais digno de ser escolhido É o bom caminho do que as muitas riquezas Subtraídas em nome da vitória
O dever é majestoso O amor é divino O dever obriga Constrange o amor O dever enaltece O amor sublima A paixão limita-se a cumprir o dever O amor vai além do dever A paixão não toma iniciativa Mas sim o amor A paixão se limita ao mínimo Mas o amor empresta sua energia ao máximo
Cabe a cada um decidir por si Se - viverá no plano do amor ou da paixão - ou no plano do dever ou do amor Assim que já não é mais paixão Mas dever e se és amor És também sucessor do pai Pelo filho sacrificado
O que sabemos é pouco O que não sabemos é imenso O homem maquinal está fora de si Quando cai em si Faz a grande descoberta que muda O rumo de sua vida Ó irmão da chuva Não te abatas pelo cansaço E se ele vier gritai: Ò mundo desigual: - escutai! Não renuncia a verdade E nem te exalta a ti mesmo
A soberba procede à ruína E a altivez do espírito precede a queda O homem de si mesmo nada é e nada tem Contudo lembrai-vos sempre de quem tem A fechadura da vida e da morte Não és patrão de teu comer E nem servo de tua alma! Pois muitos são os degraus Da escada íngreme da vida Que nos levam ao domínio De o próprio gozar – a dor!...”
Por Benny Franklin |
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