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May 26 MINHAS DESCULPAS!Amigos, estou meio desligado do Space, em função de estar postando com regularidade no Sítio Overmundo. Mas prometo que logo logo voltarei a postar meus escritos aqui. Amo a todos! Abraços, Benny Franklin PoesiaLágrimas de entreolhares vazios
1 – Ah! Triste é percebermos
As nuvens da ganância
Rasgar sentidos, remover palavras...
Triste é darmos o tom que a vida precisa
Para malbaratar-se.
Contínuas, qual despautério de amantes,
As tristes orquídeas continuam a embaraçarem-se
Entre ácidos e pensamentos mal copulados;
A petalarem-se quais sexos mal germinados;
A fundirem-se entreolhares vazios;
A lagrimarem-se entre si, a sós
Porque serão devoradas pela força
Dos quereres.
2 – Triste é percebê-las infelizes
(Já que ao vê-las frigidas porque embalsamadas
Quais ânimos da inocência, e são!)
É vê-las morrerem sem trespassarem vidas.
Cujas únicas substancias que lhes restariam em riste,
Quão humana ainda é,
Há que serem consumidas
Pelo desgosto desmedido;
Há que rastejarem em prantos
Sobre chãos de finos orgasmos,
Sujos de sangue.
3 - Triste ainda é vê-las trocarem caminhos,
Desviarem destinos.
Triste ainda é vê-las irem-se a parcimoniosos céus
Para não puirem-se ante a sanha do quererem-se
Pouco mais do que há no mais
Que ainda coexiste em nós.
Triste ainda é vê-las se encherem de momentos
Angustiantes e desencantados,
Porque ao serem iludidas pelos sentimentos baldios,
É como se assim fossem desprezadas vice-versa
Por instantes em que
Morressem um pouco mais e mais,
A cada despetalar do vazio.
Triste ainda é vê-las de faces tristonhas,
É velas se desviarem da exatidão do ato.
Mais do que vê-las pequenas,
É vê-las no mínimo do mínimo
Quando podiam ser
Mais que o bastante
Sendo maiores que o céu,
Enquanto lágrima escorrida,
É como que as víssemos se transformando
Em pedra de lamina
Quase-constante...
4 – Oh! Vida, desde o principio,
Percebi-te como fossem essas flores de mortalhas puídas.
Vós me destes os botões mais perfeitos
Quais seres superiores imperfeitos dando-se ao sereno,
Ao primeiro sacrifício da Palavra.
Sim, deste-me a foz da água
Que a argúcia fincou no olhar da primavera. Confesso-vos, arriado:
Tenho a gula esbraseada,
Mas, por piedade, Dá-me vinhos espumosos, Senhor!
Sem bebida, desde logo,
Teu rega-bofe revolta Os poetas desvalidos.
5 – Oh! Vida, vós me destes O alimento destemperado
A noite se copulou na fome eterna,
Enquanto a saliva me ardia a ferro e fogo.
Ninguém... Ninguém se alimentou Senão do próprio esperma:
Ao menos o vinho que dizes sagrado Tem misericórdia do agora,
Encachaça a candura do poema. Ah! Tende compaixão dos ínvidos, Dai-lhes o Premio Literário Que precisam.
Faça-as entender:
“Talos de benjaminzeiro engrossarão os seus coros”.
6 – Tudo o que for apedrejado Prescrevido e camuflado no poema,
Fazei cultivar por palavras errantes A multisignificação de cada poeta, Em vossa mesa eles tenham Assento e comiseração. À cabeça do poeta,
Essência da vida,
Ponha uma poesia à espada: Pois que conservaremos a palavra e o papel Ao norte da expiação.
Por Benny Franklin |
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