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    October 23

    Valeu a Presença!

    "Sou fumaça lenta que passa..."
     
    Benny.

    Poesia

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    Foto: Flickr/Creative Commons

     
     
     
    BASE DE SUSTENTAÇÃO
     
     
    Contínuo e insepulto,
    Oh! Grão humano sensabor!
    Tu te tornaste parábola indefinida
    Qual gente caída no asfalto da ausência...

    Tu contrafazes o gomo da bolha sem ar;
    Tu sepultas o infinito.
    E não ponderes: - Ah! O amor é tênue
    E o olhar quase profundo -,
    Pois que mal nenhum me assassinará
    No frêmito do primeiro transtorno;
    E nem por isso ocorra que eu sofra o derradeiro enfarto,
    Quando apontares-me a lança desnuda,
    O remendo malquisto
    Do lúgubre orvalho...

    Oh! Libélula emplumada,
    Mantenha a base de sustentação de que preciso.
    Tal como o hímen complacente do verbo que se mantém unido
    À devoção das rosas,
    Una-me ao perfume dos poetas.
    Me junta ao encosto do olhar,
    Repara-te no lagrimar das vaginas repartidas...
    Porque as melhores palavras – sim, as piores também,
    Há de introduzirem-me
    O pensar masturbiano, o beneplácito do bodoque,
    As correntezas das expiações
    Far-me-ão entender
    Quais são os mistérios que cercam
    Os Vedas da palavra...

    Ai! Entardeceu...
    Quebrado um vaso
    Está quebrado o approach.
    O tálamo do chão resiste - nidifica a púrpura visão -,
    Âmago do vaso que se deslancha
    Em lágrimas!

    Cadê o vaso? -
    E por que exterminamos
    As flores?

    Benny Franklin

    Força, Yon Rique, força!