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PoesiaFoto: Flickr/Creative Commons BASE DE SUSTENTAÇÃO
Contínuo e insepulto, Oh! Grão humano sensabor! Tu te tornaste parábola indefinida Qual gente caída no asfalto da ausência... Tu contrafazes o gomo da bolha sem ar; Tu sepultas o infinito. E não ponderes: - Ah! O amor é tênue E o olhar quase profundo -, Pois que mal nenhum me assassinará No frêmito do primeiro transtorno; E nem por isso ocorra que eu sofra o derradeiro enfarto, Quando apontares-me a lança desnuda, O remendo malquisto Do lúgubre orvalho... Oh! Libélula emplumada, Mantenha a base de sustentação de que preciso. Tal como o hímen complacente do verbo que se mantém unido À devoção das rosas, Una-me ao perfume dos poetas. Me junta ao encosto do olhar, Repara-te no lagrimar das vaginas repartidas... Porque as melhores palavras – sim, as piores também, Há de introduzirem-me O pensar masturbiano, o beneplácito do bodoque, As correntezas das expiações Far-me-ão entender Quais são os mistérios que cercam Os Vedas da palavra... Ai! Entardeceu... Quebrado um vaso Está quebrado o approach. O tálamo do chão resiste - nidifica a púrpura visão -, Âmago do vaso que se deslancha Em lágrimas! Cadê o vaso? - E por que exterminamos As flores? Benny Franklin Força, Yon Rique, força! |
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