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Orquídeas Selvagens de BENNY FR@NKLIN"Escrever é resistir. É não dar as costas a estes tempos difíceis" March 12 Valeu a presença!Desde outubro de 2005 Já passaram pelo Orquídeas Selvagens "Cônsul de Belém/PA de Poetas del Mundo" Weather Forecasts | Weather Maps | Weather Radar
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Esta obra está licenciada sob uma Poesia
Foto: Flickr/Creative Commons
MIGALHAS DA PALAVRA! (Transe poético)
Quando respiro poesia, PoesiaFoto: Flickr/Creative Commons BASE DE SUSTENTAÇÃO
Contínuo e insepulto, Oh! Grão humano sensabor! Tu te tornaste parábola indefinida Qual gente caída no asfalto da ausência... Tu contrafazes o gomo da bolha sem ar; Tu sepultas o infinito. E não ponderes: - Ah! O amor é tênue E o olhar quase profundo -, Pois que mal nenhum me assassinará No frêmito do primeiro transtorno; E nem por isso ocorra que eu sofra o derradeiro enfarto, Quando apontares-me a lança desnuda, O remendo malquisto Do lúgubre orvalho... Oh! Libélula emplumada, Mantenha a base de sustentação de que preciso. Tal como o hímen complacente do verbo que se mantém unido À devoção das rosas, Una-me ao perfume dos poetas. Me junta ao encosto do olhar, Repara-te no lagrimar das vaginas repartidas... Porque as melhores palavras – sim, as piores também, Há de introduzirem-me O pensar masturbiano, o beneplácito do bodoque, As correntezas das expiações Far-me-ão entender Quais são os mistérios que cercam Os Vedas da palavra... Ai! Entardeceu... Quebrado um vaso Está quebrado o approach. O tálamo do chão resiste - nidifica a púrpura visão -, Âmago do vaso que se deslancha Em lágrimas! Cadê o vaso? - E por que exterminamos As flores? Benny Franklin Força, Yon Rique, força! August 12 Valeu a Presença!Aos poucos,
Retorno ao
Orquídeas Selvagens.
Minha frequência no Sítio
Continuará como dantes.
Abçs.
Benny Franklin
PoesiaFoto: Murilo/Flickr/Creative Commons
AO MEU PAI (ORQUÍDEA SELVAGEM)
O Tempo,
Como passa tragicamente Num saudar de lágrimas talhadas! Eu te caço, meu Pai, Numa procura de céu a céu... Eu queria dar-te um beijo Pai, Um beijo que descrevesse Esta pretensão de te encontrar, Esta desconfiança de te deslembrar, Esta dor de querer-te, Esta lacuna elusiva que me encalça, Esta nostalgia a que suporto Todo esperançoso. Eis Que a Ti me apresento Pai, Legítimo e ingênuo. Filho-Carne Enquanto Musgo-Eterno, Que coabita e adolesce ao período Em que copula cada dor. O meu beijar-te Pai, é Consumação de cada baque; Germina em cada sementeira, e rompe o peito Da saudade - Teu adubo. Por Benny Franklin Recado: Os Adubos Florescidos – Elimar, Ana, Aileen, Marven Junius e Adriana -
Rolam lágrimas e te mandam beijos.
E Eu... Deposito no colo da tua "Memória"
Um Bouquet de Orquídeas Selvagens. May 26 MINHAS DESCULPAS!Amigos, estou meio desligado do Space, em função de estar postando com regularidade no Sítio Overmundo. Mas prometo que logo logo voltarei a postar meus escritos aqui. Amo a todos! Abraços, Benny Franklin PoesiaLágrimas de entreolhares vazios
1 – Ah! Triste é percebermos
As nuvens da ganância
Rasgar sentidos, remover palavras...
Triste é darmos o tom que a vida precisa
Para malbaratar-se.
Contínuas, qual despautério de amantes,
As tristes orquídeas continuam a embaraçarem-se
Entre ácidos e pensamentos mal copulados;
A petalarem-se quais sexos mal germinados;
A fundirem-se entreolhares vazios;
A lagrimarem-se entre si, a sós
Porque serão devoradas pela força
Dos quereres.
2 – Triste é percebê-las infelizes
(Já que ao vê-las frigidas porque embalsamadas
Quais ânimos da inocência, e são!)
É vê-las morrerem sem trespassarem vidas.
Cujas únicas substancias que lhes restariam em riste,
Quão humana ainda é,
Há que serem consumidas
Pelo desgosto desmedido;
Há que rastejarem em prantos
Sobre chãos de finos orgasmos,
Sujos de sangue.
3 - Triste ainda é vê-las trocarem caminhos,
Desviarem destinos.
Triste ainda é vê-las irem-se a parcimoniosos céus
Para não puirem-se ante a sanha do quererem-se
Pouco mais do que há no mais
Que ainda coexiste em nós.
Triste ainda é vê-las se encherem de momentos
Angustiantes e desencantados,
Porque ao serem iludidas pelos sentimentos baldios,
É como se assim fossem desprezadas vice-versa
Por instantes em que
Morressem um pouco mais e mais,
A cada despetalar do vazio.
Triste ainda é vê-las de faces tristonhas,
É velas se desviarem da exatidão do ato.
Mais do que vê-las pequenas,
É vê-las no mínimo do mínimo
Quando podiam ser
Mais que o bastante
Sendo maiores que o céu,
Enquanto lágrima escorrida,
É como que as víssemos se transformando
Em pedra de lamina
Quase-constante...
4 – Oh! Vida, desde o principio,
Percebi-te como fossem essas flores de mortalhas puídas.
Vós me destes os botões mais perfeitos
Quais seres superiores imperfeitos dando-se ao sereno,
Ao primeiro sacrifício da Palavra.
Sim, deste-me a foz da água
Que a argúcia fincou no olhar da primavera. Confesso-vos, arriado:
Tenho a gula esbraseada,
Mas, por piedade, Dá-me vinhos espumosos, Senhor!
Sem bebida, desde logo,
Teu rega-bofe revolta Os poetas desvalidos.
5 – Oh! Vida, vós me destes O alimento destemperado
A noite se copulou na fome eterna,
Enquanto a saliva me ardia a ferro e fogo.
Ninguém... Ninguém se alimentou Senão do próprio esperma:
Ao menos o vinho que dizes sagrado Tem misericórdia do agora,
Encachaça a candura do poema. Ah! Tende compaixão dos ínvidos, Dai-lhes o Premio Literário Que precisam.
Faça-as entender:
“Talos de benjaminzeiro engrossarão os seus coros”.
6 – Tudo o que for apedrejado Prescrevido e camuflado no poema,
Fazei cultivar por palavras errantes A multisignificação de cada poeta, Em vossa mesa eles tenham Assento e comiseração. À cabeça do poeta,
Essência da vida,
Ponha uma poesia à espada: Pois que conservaremos a palavra e o papel Ao norte da expiação.
Por Benny Franklin April 16 Valeu a Presença!Carrísimos amigos/Leitores: Motivado pelas mudanças ocorridas no MSN/SPACE não pude, não tive como responder e/ou visitar a todos os amigos que ao Orquídeas Selvagens visitaram. Peço desculpas, prometendo que, assim que ficar normalizado, responder a todos essas pessoas de fino trato. Sinceramente, Poesia
Fotografia: Direcionsamento do Olhar Olhar metamorfoseado "Sempre estaremos procurando talvez não a rima, mas o sentindo quase perfeito Para extravasar o amor..." 1 Hoje que te entendo amor, Tu não me cabes. Hoje que te posso te tomar por inteiro Em meus poemas pegajosos, Que te posso sobrepujar No fundo de meu casco gozoso, Não mais prossegues ao lavor deste poeta.
Teu olhar metamorfoseado
Detém o cismar da noite... ... Hoje que te percebo amor, Não te entendo como feitor. O que em mim comprimes É o bel-prazer, acerbo de letras; É a infrutuosidade de palavras ressequidas. Hoje que te entendo amor, Estampas a flor de o teu emudecer tatuado Sobre a minha piração (Espermas de tanto silêncio, De tantas lavras, de tantas aparições...) 2 Hoje que não há mais No fundo do desejo Insalubres almas dos pântanos... Não há mais insalubres poemas sujos, Ascendências da fala: A morada, a viagem, a arte de amar, O que restar no suportar do poeta como artífice De o livre gostar - O peso substantivo da gala, Esta pouca invenção. Hoje que te aceitei amor, Condeno-me a teus braços solitários, À agonia de execrado No cândido emudecer de poemas Congelados nesta embriaguez Estéril e incoerente. ... Ai! Resta-me espalhar a fiação E contemplar a luz e os relâmpagos do infinito (Não há mais relâmpagos nestas terras belenenses?) Resta-me estreitar o estrelário denso da fala E na gala e nos varais poéticos Almejar a maré de poemas Que se instalou no poeta não-definido Como um rio que nunca se esgota, Como um dia em cada vitória, Como uma noite Em cada derrota. ... March 12 FragmentosEssência
Sou aço Sou barro Sou pedra de copular orvalho Sou sombra Sou ácido Sou poema de desentupir atalho Sou como rezas Morro barro Agasalho a alma No aço Fortifica o coração No poema Cria a oração de cada dia... Mas O homem, Esse desconhecido! Onde Esconderá a sua Covardia?
March 09 PoesiaFoto: Fotografia na Net
INALTERADA PARTE DO INSTANTE I Sob derradeiro sereno, Inalterada é a parte que me resta. Pois que a lua desvirginara-se ao vento Antes de o dia acontecer. De sua dor Surgiu a ausência das coisas, Orgasmo carnal Sacrificado virgem Que nem plenitude e desejo Roubado da flor desvirginada – multifacetada parte deste momento – Porque penetrada se deu à bomba Assim como o perfume do ralo Deu-se ao vazio. Ter-se-ia o orvalho (Enquanto cadeado) Estancado a hemorragia Do destino? Ou a símile da palavra, A gradação da penugem, A complexidade da vagina, A multiplicidade do colapso O “ó” do Benjamizeiro Dever-se-ia morrer No âmago de cada floração? Seria o poema, A estética do olhar, A intensidade do beijo, As mangas pecas de Belém, Os cadáveres purificando-se Sob a fomedez De cada mutação? Ou seria a analogia da lagarta, A desfaçatez do suicida A mutável sinonímia Do assassinato? Segundo a bíblia comentada, Os reveses da vida São tênues e desesperadores. Daí a luminosidade do ódio Espelhar-se no âmbito De cada excitação. É de mais valia Cortejar um pensamento sonâmbulo Do que sentir o vapor Das línguas do destino. Oh! Esperança!... Onde andará teu lacônico sorriso Que tantas lagrimas vitimou? Lembrai sempre: Se o pecado houvesse sido perdoado, Esperança alguma haveria morrido. Ser-nos-ia, por fim, Parto de cada antevéspera. Embora sendo estático, Este canto é a primogênita vela Que se acende ao mormaço. II Frente à extrema luz, Hirta seja a outra parte que me sobrar. Sonsa, a chuva engravidara-se ao mormaço, Antes de a enxurrada desmerecer-se. Prima do meretrício o é, De cujo pólen engravidado, Vênus deu-se a guerra Assim como a prostituta Deu-se ao talo. Seria o entusiasmo o criador, A métrica do estrume, O cardume de idéias A se masturbar na alienação da poesia? Ou seria a viatura de guerra, O poeta porque imerecido, A chaminé povoando segredos, A idolatria De cada compaixão? Ou seria a mídia dos soberbos, A sacristia dos blasfemos, A espada dos ditadores, O pênis De cada sacrifício? Ou seria a magnanimidade dos pavores, A pusilanimidade da terra, A veia porque enfartada, O céu coberto de orgasmo? Segundo a literatura comentada, Os erros ortográficos são incapazes e pueris. Daí a consangüinidade do poeta Espelhar-se na poesia De cada pensamento marginal. É mais venturoso Mastigar o tabaco da vergonha Do que provar o ódio Das palavras proscritas. Oh amanhã de amanhã... Por onde andará o teu irônico futuro Que tantos sonhos atropelou? Advirto-lhe: Se a angina fosse imediatamente extirpada, Homem qualquer fraquejaria. Ser-nos-ia, enfim, Canto de cada espera. Apesar do mormaço, Este grito É a inalterada parte Do instante.
Por Benny Franklin January 27 FragmentosFragmentos Poéticos
"Oh! Deus! Oh! Deus! Que é o amor enquanto é? Que é a dor enquanto não é? Que é a palavra enquanto não está? Que é o pavor enquanto è? Que é o homem enquanto se destrói? Que é a verdade enquanto não cabe? Sei que com os admiráveis truques de guerra Faz-se a bendita paz no horizonte Mas há que se lembrar Do futuro do homem..."
Fragmentos do poema PoesiasEXAME DE CONSCIÊNCIA Para Thereza Girardi. Pelo animo de querer tornar-me um poeta. Dedico-a. "Exame de Consciência" é um retrato de ode bela e firme. Traduz um pulsar lírico de fome e avidez; expurgo. Porque carrega o sentimento do que corrói a alma não só poeta, mas também do homem, do ser humano”. Parabéns! “Se este poema fosse gente, certamente conseguiria atravessar o rio Amazonas a nado! O seu poema é amazônico. Vasto, belo, tem força selvagem, está aí para ser desbravado!... Você, Bandeirante da Palavra, puxa a gente, com facão na mão, para cortar os matos que obstruem a passagem nessa viagem pelos labirintos do ser pessoa! Parabéns! Meu respeito, minha admiração, meu olhar de aprendiz... Euna Brito de Oliveira, Poeta. I Por Benny FranklinYon... Força amigo!January 08 Fragmentos!
"Pensar como eu penso, é desintegrar-me do íntimo da palavra, é postergar o contemplativo e no poema congelar-me. Pensar, inconformado, eu penso. Porque germinando, eu me germino sobre todas as lavras de gala, que em vã filosofia bucal, masturba-se no poeta..."
Frgmentos do Poema "Impossibilidades das Coisas", postado no ATO DE EXPIAÇAO. PoesiasLUMINOSIDADE DO ÉBANO “Serei o próximo capítulo Teu próximo título Teu parágrafo inicial” Quisera eu desprender-me da atrocidade do espinho; arrepender-me da amabilidade da morte e não encobrir-me de burburinho. Quisera eu limpar-me da embriaguez do linho; arrepender-me do gasto inoportuno e não ser a bola da vez. Quisera eu descolar-me das palavras perdidas, clichê humano onde as frases conservam-se inocentes, encardidas como se fossem parábolas do vôo do instante. Quem sabe elas trafegassem outros caminhos, quem sabe interpretassem outros poemas, quem sabe cobiçassem afetivamente outras penetrações. Quisera eu não ter conectado em mim a fragrância malquista das manhãs impossíveis, salsadas como se fosse gota defecada. Quem sabe preferisse outros destinos, quem sabe oferecesse a língua a algum rosto pálido. Quem sabe suspirasse um ar incógnito e alienado. Quisera eu não exibir esta feição sísmica, metálica, metafísica, a omissão cotidiana, perspicaz, como se fosse metástase ou timidez ignorante. Quem sabe minha cabeça fosse iluminada, quem sabe tentasse uma turnê solar, quem sabe remendasse as partículas todas do átomo. Entretanto, são sempre minhas as carnes mentoladas, o aço da vertigem. E às vezes, encho-me de esperança..., vez que, tal a luminosidade do ébano, são sempre meus os espinhos mal ovulados que fluem da coroa virginal do instante, ruínas que se eternizam, enervadas, imaturas, no olhar destroçado do querer. Por Benny Franklin December 05 Agradecimento!Agradeço a todos os amigos virtuais pelos votos de BOAS FESTAS! Benny Franklin FELIZ NATAL!... FELIZ ANO NOVO!...O AMOR SERÁ SEMPRE A LEI QUE REGERÁ A NOSSA ESPERANÇA!
Dedicado aos amigos de todos os dias e especialmente à Padre Ramos. Lamego, Portugal.
“Que este poema cubra como seu manto de solidariedade Todas as pessoas sofridas de cá e de longes terras, sobretudo, aquelas pessoas solitárias; Que, escondidas nos pântanos da vida, estão sempre a chorar. Dedico-as do fundo d’alma”.
Feliz Natal!... Feliz Ano Novo!...
Desde que não faltem alimentos nas mesas vizinhas! Desde que não existam crianças vivendo na lama! Desde que o perdão não seja a bola da vez! Desde que pululem auroras sobre todas as vinhas!
Feliz Natal!... Feliz Ano Novo!...
Desde que a mansidão dos fracos Não se molde à petulância dos fortes! Desde que a ilusão dos ricos não se transforme Em desesperança dos pobres! Desde que o coração humano faça brilhar na terra A luz que abolirá a iniqüidade! Desde que o homem ideal Não seja o super-homem irreal De todos os ritos!
Feliz Natal! Feliz Ano Novo!...
Desde que o grão da vida Não se copule em amizade desdita! Desde que as pessoas não se envergonhem Das belas rosas do charco! Desde que as orquídeas selvagens Transcendam as flores da maldade! Desde que o pão da vida Não seja o pão da discórdia Razão pelo qual O homem ainda se roube E se mate!
Feliz Natal!... Feliz Ano Novo!...
Desde que o sol de dezembro Seja bem maior que todas as nossas tristezas! Desde que o céu de Belém Seja mais claro que todas as nossas incertezas! Desde que a brancura da vida Seja a coroa da nossa eterna humildade! Desde que o amor da roseira Seja bem maior que o amor em pedaços!
Feliz Natal!... Feliz Ano Novo!...
...Feliz Mundo!... Feliz Tudo!... ...Feliz Amizade! ...Feliz Agora!... ...Salve a Vindoura Justiça!... ...Salve a Perfeita Liberdade!... ...Salve o Amor que nos une!...; ...Desde que a misericórdia divina Possa nos presentear a eterna felicidade Que ainda acreditamos existir!...; ...Porque de agora em diante O AMOR SERÁ SEMPRE A LEI QUE REGERÁ A NOSSA ESPERANÇA!...
Feliz Natal!... Feliz Ano Novo!...
Por Benny Franklin November 15 Fragmentos
"...O dever é majestoso O amor é divino O dever obriga Constrange o amor O dever enaltece O amor sublima A paixão limita-se a cumprir o dever O amor vai além do dever A paixão não toma iniciativa Mas sim o amor A paixão se limita ao mínimo Mas o amor empresta sua energia ao máximo Cabe a cada um decidir por si..."
Por Benny Franklin Prosa PoéticaVIAGEM AO PENSAMENTO LIVRE (Diálogo entre um Jovem e um Velho) Da mesma forma que os trovões provocam as chuvas, o amor instiga a chuva de letras!
Jovem: O que é o conhecimento? Velho: O arqueiro da vida. : Jovem: O que é o pensamento? Velho: O dedo-duro dos mistérios da alma. : Jovem: O que causa a poesia? Velho: A dor. : Jovem: O que é a dor? Velho: O açoite do vento. : Jovem: O que é o vento? Velho: O policial da vida. : Jovem: O que é a vida? Velho: O regozijo dos bem-aventurados, Martírio dos humildes, Desespero da morte. : Jovem: O que é a morte? Velho: Um lance forçoso, uma duvidosa romaria, Lamento dos vivos, Sanção dos testamentos, Trapaça do homem. : Jovem: Que é o homem? Velho: Moeda da morte, transeunte estelar, Sucessivo esperma em qualquer lugar. : Jovem: A que é similar o homem? Velho: A uma riqueza. : Jovem: Qual a naipe humana? Velho: A de uma lágrima ao vento. : Jovem: Como está ele posto? Velho: No cerne de sete palmos. : Jovem: como? Velho: Por cima, embaixo; ante, a frente; Vertical e atravessado. : Jovem: A que quantidade de caráter ele é mutável? Velho: A quatro paredes. : Jovem: Quais? Velho: Pela fome e fartura; Pelo descanso e quefazeres; Pela insônia e madorra. : Jovem: O que é a insônia? Velho: O juízo da destruição. : Jovem: O que é o livre-arbítrio do homem? Velho: A sua ingenuidade. : Jovem: O que é a cabeça? Velho: O pináculo da liberdade. : Jovem: O que é a liberdade? Velho: A mansão do espírito. : Jovem: O que é a ilusão? Velho: A vestidura da cabeça. : Jovem: O que é a solidão? Velho: Altivez da volúpia, glória do tempo. : Jovem: O que é os miolos? Velho: O conservante do conhecimento. : Jovem: O que são os olhos? Velho: A bússola do corpo, embalagem de lucidez, Códigos da alma. : Jovem: O que são as ventas? Velho: O caminho dos bálsamos. : Jovem: O que são as orelhas? Velho: Catadores de lamentos. : Jovem: O que é a cara? Velho: A efígie do espectro. : Jovem: O que é a boca? Velho: A fomedez do corpo. : Jovem: O que são as presas? Velho: Moenda de despedaçar Sonhos e esperanças. : .../... : Por Benny Franklin
O original, acho eu, deve tratar-se de admirável inspiração medieval, O qual, desconheço seu autor. Essa belezura de trouvaille o encontrei escrito à lápis numa folha de caderno escolar, Jogado num banco de praça sem identificação. O achado inspirou-me algo poético, que o escrevi à minha maneira, E que merece ser lido até ao fim."
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